PEDIR AJUDA! COMO? QUANDO? A QUEM?

Não é novidade: o que desejamos mesmo é viver, se possível, com dignidade e ter um pouco de felicidade em nossas vidas. Contudo, não tem sido fácil para os “assistidos” pela FUNCEF desde que se falou no seu déficit e no seu equacionamento para cobrir esse saldo devedor, lembrando que falta o Balanço 2016 ainda não apresentado. Esperamos que esse ameaçador equacionamento em torno do déficit, aconteça com a transparência exigível e seja suportável aos economiários já que são necessários.

A ansiedade nos contagia e tem sido avassaladora. Estar ansioso é estar com medo do que vai acontecer no futuro. Assim, estamos caminhando para um quadro depressivo, em função desse infindável “stress”. Por culpa nossa? Não! Fomos vítimas do sistema, de pessoas, do descontrole e da impunidade que domina o nosso país.

Como pedir ajuda? Pretendo não esbarrar em um clima panfletário. Faço esse editorial indignado com o que aconteceu, mas sem ódio e tranquilo. Nele, quase não teremos como distinguir o peso de um silêncio bem colocado, de uma mera desatenção ou uma imposição clara e aberta, mas respeitosa para reflexão dos nossos dirigentes da Caixa e FUNCEF, sobre o que estão tentando impor aos economiários. Afinal, quantas pessoas colaboraram para o nosso bem-estar? De quantas pessoas depende o fato de estarmos juntos agora? De nenhuma ou de muitas e muitas. Não há ninguém em nossa comunidade que não tenha nada a ver conosco, estamos todos interligados – juntos, exceto os que não participam da FUNCEF. Veja como funciona a nossa mente: gostamos de quem nos faz o bem, não gostamos de quem nos faz o mal. O nosso bem-estar depende de quantos seres? O mal que nos atinge depende principalmente de quem? Certamente ou possivelmente daqueles que impõem, agora, essa cobrança espúria e inconstitucional de reposição de valores que já fizemos ao longo de muitos anos à nossa Previdência e que lamentavelmente desapareceram ou foram usurpados.

Sem memória não aprendemos com a experiência. Sem aprendizado não damos valor ao vivido. Sem valor, nos sentimos vazios e carentes. E tem sido assim há muitos anos. Não podemos somente responsabilizar os atuais e recentes dirigentes pelo rombo havido na FUNCEF. Por oportuno, chamaríamos e diríamos haver agora, um caso, não de responsabilidade ativa, mas poderemos sim, quando permitirem que um significativo número de aposentados forçados a aceitar esse indevido “Equacionamento”, cair sobre todos os economiários, onde muitos perecerão em desgraça e, em muitos casos até fazer parte da “população de rua”. Como? Acreditem, já aconteceu no passado para alguns aposentados do MAIOR BANCO SOCIAL DA AMERICA LATINA – Caixa Econômica Federal. Mas, aí sim, poderemos falar em responsabilidade passiva de nossos dirigentes. Na verdade, nosso povo não se liga muito aos valores passados, tradição, nossa história, naquilo que os aposentados fizeram para nossa Caixa. Nosso país está voltando a uma amnésia inoculada tal qual doença aos tempos da Senzala e da Casa Grande ou mesmo até a um passado mais longínquo de um sistema gestor que a colonização nos deixa como herança: fraude, trapaça, nepotismo, roubo, incompetência e o jeitinho.

Como? Quando? E a quem? Vamos pedir ajuda para solução ou amenização das consequências trazidas pelos dias que se avizinham? Buscaremos na Justiça nossa defesa, através de uma ação judicial a ser feita. Quero lembrar que a nossa ação será feita somente em nome da UNEICEF. Aguardamos que outras entidades representativas dos Economiários participem também judicialmente dessa luta – mas que façam separadamente pois não convém fazermos ações conjuntas. Vale lembrar que o Brasil vive hoje tempos de crise contra os necessitados e à própria esperança. Na verdade, são muitas as crises no tecido histórico do nosso país, com mudanças nefastas na vida concreta do povo brasileiro. Vivemos um momento extremo de descrédito internacional. Não temos em quem acreditar – uma vergonha!!!

Há uma crise política das elites que já se arrasta sem respeitar valores e justiça – são ignorados Estatuto do Idoso, a Constituição, irredutibilidade salarial e etc.

Há uma crise econômica que privilegia os bancos, o império financeiro, arrasando os pequenos empresários e produtores, explorando assim as classes mais necessitadas. Há crise institucional de um estado que está surdo à democracia e participação. Há crise ética onde corruptos e corruptores parecem mancomunados contra a Nação. Como sempre se faz muito barulho (jornais, TV, rádio etc.), mas ao final de tantos julgamentos, comissões, sindicâncias, tudo “acaba em pizza”, e os roubos dos grandes permanecem impunes. Alguém poderia dizer o nome de um outro político, além do ex-deputado Federal Eduardo Cunha e do ex-governador Sergio Cabral, que permanece preso mais de um mês? As prisões estão abarrotadas de jovens pobres, enquanto os salafrários que lesam a pátria (Deputados, Senadores, Governadores etc.) seguem livres e soltos. Apesar de ser nesse clima em que vivemos, um sentimento que nos parece piegas talvez, mas que ainda nos resta, já que partilhamos juntos nesse País apenas duas coisas: a língua e a injustiça social, seria nos unirmos e buscar na solidariedade e no amor uma possibilidade melhor de sermos felizes. Amar e respeitar ao próximo, pois já sabemos e acreditamos que “um outro mundo é possível”. Vamos votar em 2018 em candidatos ficha limpa.

Fraternalmente e cordialmente (de coração).

Abraços do Filardi,

Armando Filardi
Presidente da UNEICEF

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